1. SEES 18.7.12

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  MAIS OU MENOS GOVERNO?
3. ENTREVISTA  FERNANDO HENRIQUE CARDOSO  MAS ONDE FOI PARAR O DEBATE?
4. LYA LUFT  O INSTINTO ANIMAL
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  IMUNOBIOLGICOS: MIRANDO DIRETAMENTE NO ALVO

1. VEJA.COM
EDITADO POR FERDINANDO CASAGRANDE ferdinando.casagrande@abril.com.br

POR DENTRO DA CIENTOLOGIA
O fim do casamento de Katie Holmes com Tom Cruise atraiu a ateno do mundo para a cientologia, seita seguida pelo ator desde 1990 e que teria motivado o divrcio. Foco de escndalos e alvo de denncias nos Estados Unidos, a cientologia se baseia na crena de que o ser humano descende de extraterrestres,  imortal e s alcana a verdade suprema por meio da leitura dos livros de L. Ron Hubbard, seu criador. O site de VEJA mostra a dimenso da seita no Brasil, onde ela atua desde 1991, e traz depoimentos de americanos que se dizem persegui- dos por ter deixado a organizao  entre eles o de Karen de la Carriere, que afirma ter sido impedida pelos cientologistas de ver o corpo do filho de 27 anos, morto no ltimo 3 de julho.

PLANTAS QUE LIMPAM O AR
O ar nas grandes cidades brasileiras contm substncias que so perigosas para a sade  metano, xileno, benzeno, butano, tolueno e propano esto entre elas. Com a chegada do inverno e do ar seco, o problema da poluio se agrava ainda mais. No programa O Jardineiro Casual, o site de VEJA apresenta vrias espcies de plantas de pequeno, mdio e grande porte que, cultivadas dentro de casa, ajudam a manter seus pulmes livres desses poluentes.

PETRLEO SEM FIM
Um estudo recm-publicado do pesquisador Leonardo Maugeri, da Universidade Harvard, causou impacto ao afirmar que a capacidade de produo mundial de petrleo vai aumentar de 93 milhes para 110,6 milhes de barris por dia at 2020. A alta, que chega a 18,9%,  a maior desde o incio da dcada de 80. Reportagem do site de VEJA mostra que a era do petrleo ainda est longe de acabar e revela as consequncias disso para a economia mundial.

BICHOS CONSCIENTES
O ser humano no  o nico animal a ter conscincia. E quem afirma isso no  nenhum radical defensor dos bichos. Um grupo de neurocientistas que so doutores de instituies de renome como Caltech, MIT e Instituto Max Planck, sob a liderana de Philip Low, o criador do iBrain  o aparelho que recentemente permitiu a leitura das ondas cerebrais do fsico Stephen Hawking , publicou um manifesto asseverando que o estudo da neurocincia evoluiu de tal modo que no  mais possvel excluir mamferos nem aves do grupo de seres vivos que possuem conscincia. Outros animais, como os polvos, tambm estariam includos. O site de VEJA ouviu cientistas, filsofos e legisladores sobre o significado dessa descoberta.


2. CARTA AO LEITOR  MAIS OU MENOS GOVERNO?
     VEJA dedica dezoito pginas desta edio a uma reportagem especial sobre o papel do governo nas economias contemporneas, tema central do debate poltico nacional e internacional e de enorme impacto no cotidiano das pessoas. Essa questo  pendular. Desde os primrdios do capitalismo no sculo XIX, os governos ora tendem a ser fortes e onipresentes na definio dos rumos da economia, ora refluem e os mercados  o conjunto de empresas industriais, comerciais, financeiras, seus clientes, fornecedores e funcionrios  tomam o centro do palco. Depois de uma dcada de louvao aos mercados nos anos 1990, quando a globalizao do modelo de economia liberal triunfou, tirando centenas de milhes de pessoas da misria e levando a prosperidade a rinces de milenar atraso como a China e a ndia, o pndulo esta novamente propenso aos governos fortes.
     Na teoria e na poltica, essa discusso fica restrita aos extremos. De um lado esto os que defendem a total liberdade do capitalismo, cuja irracional racionalidade, na definio do alemo Max Weber (1864-1920), lhe daria condies para, sozinho, cuidar da produo e da distribuio eficiente dos bens. Na extremidade oposta ficam os seguidores de Karl Marx (1818-1883), que, vendo no capitalismo a lgica da contradio, teorizam seu fim pela revoluo comunista, a abolio da propriedade privada, com o triunfo do estado centralizador e totalitrio.
     A realidade, felizmente, est longe dos extremos. Quem melhor encarna as virtudes do centro  o ingls John Maynard Keynes (1883-1946). O keynesianismo orienta os governos a aumentar gastos para sair de crises econmicas.
     A reportagem especial de VEJA comea por analisar os resultados e os limites dos recentes movimentos keynesianos  e outros que Keynes desaprovaria, mas que se tornou praxe atribuir a ele  do governo da presidente Dilma Rousseff. Em seguida, com reportagens, entrevistas, artigos e grficos, lana um olhar para essa questo no panorama da economia mundial. Ela se encerra relatando a catica situao da Argentina de Cristina Kirchner, um caso terminal de intervencionismo estatal desastrado na economia. Esperamos que voc, leitor, saia da leitura da reportagem especial com elementos para entender e avaliar o papel dos governos e dos mercados no mundo que nos cerca.


3. ENTREVISTA  FERNANDO HENRIQUE CARDOSO  MAS ONDE FOI PARAR O DEBATE?
Honrado com um prmio equivalente a um Nobel, o ex-presidente diz que o Brasil continua no rumo, mas reclama da apatia social e da falta de discusso poltica.
ANDR PETRY, DE WASHINGTON

Com seu proverbial bom humor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contou a uma plateia de 200 pessoas em Washington que s no aceitou ficar nos Estados Unidos nos anos 70, quando dava aulas no pas, porque o convite no inclua uma cadeira de senador. No Brasil, concorro e ganho, brincou. Voltou e ganhou a cadeira. Aos 81 anos, FHC cumpriu uma carreira brilhante, que lhe rendeu, na semana passada, o prmio Kluge, concedido pela Biblioteca do Congresso americano. Equivalente a um Nobel na rea de humanas, o prmio vem com um cheque de 1 milho de dlares, que ele pretende partilhar com os netos para ensinar-lhes a fazer ao social. Depois da premiao, em seu hotel na capital americana, ele falou do mundo e do Brasil na entrevista a seguir.

No exterior, at o ano passado o Brasil era uma estrela mundial, o pas do futuro ao qual o futuro finalmente chegou. Agora, deu uma virada. Houve exagero antes ou agora? 
Houve exagero tanto antes quanto agora. O Brasil melhorou muito, mas no foi tanto assim. Faltou a percepo de que o PIB cresceu mas a sociedade continua com problemas. No somos uma sociedade organizada, com democracia enraizada, acesso  educao e  sade de boa qualidade. O mundo comeou a olhar para o Brasil como se tudo estivesse resolvido. O exagero no se deu apenas em relao ao Brasil. Fiz uma visita recente  China, e l eles fazem questo de insistir que so um pas em desenvolvimento. Olhe que a China  o segundo PIB do mundo. Mas, efetivamente,  um pas em desenvolvimento. Como o Brasil.

A mudana da percepo externa sobre o Brasil no  fruto do ativismo econmico do governo atual? 
A mudana comeou quando apareceram alguns sinais de que talvez o Brasil fosse se desviar do caminho anterior, com as intervenes tpicas do governo na economia. Depois, a balana comercial deixou de ser to favorvel. O sujeito que tem bilhes de dlares investidos no Brasil comea a ficar com receio. Mas a situao no  to negativa quanto est sendo pintada. O governo tem obrigao de se ajustar  conjuntura. A economia poltica  poltica por um lado, mas no  propriamente cincia por outro.  uma navegao. Se tem uma ilha, desvia-se. Sem tem tormenta, reduz-se a velocidade. S no pode perder o rumo. Agora, no vamos ignorar que o governo da presidente Dilma  mais voluntarioso no que diz respeito  sua relao com o mercado.  o comando do estado sobre o mercado, mas no  estatista. Tanto que acabou de fazer a concesso dos aeroportos. O que se percebe  que o DNA do governo atual  outro. O presidente Lula procurava disfarar o seu DNA, se  que o tinha. A presidente Dilma  mais consequente com aquilo em que ela acredita. E ela acredita mais na regulao.

H risco de o Brasil perder o rumo? 
No acredito. Falaram muito por causa da mudana cambial, mas  bobagem. Eu mesmo mexi no cmbio vrias vezes. J demiti presidente do Banco Central. O perigo est na tendncia ao protecionismo. A Argentina tem tendncia protecionista abertamente. O Brasil tambm, mas  topicamente. O protecionismo seria ruim para ns. Temos de aumentar a produtividade para poder baixar os preos e assim beneficiar a todos. Mas, quando se fecha o mercado, reduz-se a competio e, ao faz-lo, reduz-se tambm o incentivo para as pessoas aumentarem a produtividade. Com o tempo, fica-se defasado. Nada disso  do interesse do Brasil.

Para manter o rumo, qual deve ser a prioridade do Brasil nos prximos anos?
O vento no mundo no sopra mais a nosso favor. Ento, o desafio do governo da presidente Dilma  retomar algumas reformas e fazer o que o governo do presidente Lula no fez durante o bom momento do crescimento econmico, que  cuidar do investimento e da poupana. No vento a favor, Lula cuidou do consumo, no da produo, do investimento. A produtividade da nossa indstria perdeu em comparao com a de outros pases. Mas no  a produtividade de dentro da fbrica.  de fora. So as estradas, o custo da energia, os aeroportos, o sistema tributrio, a educao. Mais do que a possibilidade, a presidente Dilma tem a necessidade de olhar para a poupana e o investimento. Nosso futuro est a.

A crise no capitalismo ocidental est ajudando a tornar o capitalismo de estado da China mais atraente? 
H muita insatisfao social nos pases ocidentais e, da, h um fascnio com o que se imagina que seja o outro lado. Mas a China tem um modelo complicado. Ali, deu-se a aliana do capitalismo de estado com as grandes corporaes internacionais. O preo  menos liberdade. No  um caminho para o Brasil. Ns somos mais ocidentalizados, estamos acostumados  liberdade. E PIB no  tudo. Nos anos 70, nosso PIB cresceu muito mas as pessoas no foram beneficiadas. Havia concentrao de renda. Monoplios, pblicos ou privados, concentram renda. S ter grandes empresas concentra renda.  o perigo do Brasil de hoje.

Mas o Brasil no vive um processo de desconcentrao de renda? 
A transferncia de renda saudvel  para baixo, mas tambm temos a transferncia para cima. O BNDES pega dinheiro do Tesouro e empresta a empresas com juros subsidiados. Quem paga o subsdio? Ns, os contribuintes. D cerca de 20 bilhes de dlares. A Bolsa Empresa est forte no Brasil.  provvel que na dcada de 70, com grandes estatizaes e grandes empresas, a renda tenha se concentrado. Agora, no ser igual porque temos os dois movimentos: concentrao para cima e desconcentrao para baixo. O Brasil hoje  o pas da Bolsa Famlia e da Bolsa Empresa, o que resultou na felicidade geral. Da o apoio ao governo.

Isso  ruim? 
Primeiro, a felicidade  quase geral. A classe mdia ficou de fora. Mas, com a prosperidade das bolsas, as pessoas perderam a motivao para debater. No h mais debate. O debate poltico-partidrio perdeu sua centralidade. No  um fenmeno s brasileiro. A Europa vive isso, os EUA tambm, mas com menor intensidade. No nosso caso, isso decorre da desconexo entre o mundo institucional da poltica e a sociedade. Passou a haver uma relao direta do Executivo com o povo, pulando o Congresso.  uma tendncia brasileira antiga, mas se acentuou. Toda hora dizem que no temos oposio no Brasil. Est errado. A oposio est dentro do Congresso, s que o Congresso no tem repercusso na rua. Os partidos saram da sociedade e se aninharam no Congresso ou no governo. O partido com mais vnculo com o movimento social era o PT. Com o PT no governo, o movimento social virou cadeia de transmisso da vontade oficial. Perdeu vitalidade. O debate se deslocou para a mdia.  por isso que o governo acusa a mdia de ser oposio. Porque  a nica instituio que fala e o povo ouve.

Como os partidos podem voltar a se reconectar com a sociedade? 
Eles precisam tomar posio diante dos fatos correntes. Como tm medo de assumir posies, os partidos no falam nada. Legalizao das drogas? Silncio. Aborto? Silncio. Relao do estado com a religio? Silncio. Qual a melhor maneira de resolver a questo do transporte? Silncio. So questes do cotidiano. Questes que levariam a populao a se identificar com os partidos. A prpria sociedade civil, antes vibrante e ativa, se encolheu. Sempre digo: se voc no politiza, no acontece nada. Veja o mensalo. Se Roberto Jefferson no tivesse dramatizado e politizado, talvez o caso no tivesse a consequncia que teve. Poltica requer que se tome partido, que se tome posio. Tem de dizer se est certo ou se est errado. A poltica  valorativa.

Se o debate poltico perdeu vigor no Brasil, mas tambm na Europa e nos EUA, pode-se falar em crise da democracia? 
Fala-se nisso, mas no concordo. Ningum quer no democracia. Mas  preciso ter um mecanismo pelo qual a populao possa participar do processo decisrio. Do debate, do antes. S consegui fazer reformas porque houve muito debate e discusso. Agora, no. Quem debateu as quatro usinas da Petrobras? Quem debateu o trem-bala?

Se os rus do mensalo forem absolvidos pelo Supremo Tribunal, qual ser o tamanho do desastre? 
No sou juiz e no sei qual deve ser a sentena. O que sei  que, se houver algo a ser corrigido, e for, ser um marco histrico. At hoje, o povo sente que gente importante pode fazer o que quiser e no paga o preo. Uma absolvio, se for percebida como algo por baixo do pano, vai referendar isso.  um julgamento histrico porque uma sociedade se forma de smbolos. Quando Lula foi eleito, preparei a transio mais civilizada possvel. Entre outras razes, porque Lula era o primeiro lder popular sindical eleito presidente. Simbolicamente,  importante.

Faltou diplomacia brasileira na crise que resultou no afastamento do presidente do Paraguai? 
Faltou diplomacia, mas no s brasileira. De todo mundo. Se eu pudesse ter interferido, aconselharia evitar o afastamento faltando dez meses para o fim do governo. A ao do Paraguai foi muito rpida, o que  politicamente inconveniente, mas no foi ilegal. Agora, grave tambm foi a entrada da Venezuela no Mercosul na ausncia do Paraguai. Sou a favor da Venezuela no Mercosul. Mas ela tinha de ter cumprido o requisito bsico de adotar a tarifa externa comum.

O Brasil est perdendo o foco na Amrica do Sul ou perdendo influncia? 
Est perdendo influncia. Antes, tnhamos uma influncia no discutida, automtica e no anunciada. No meu governo, houve vrias crises no Paraguai. Lidamos com elas de maneira efetiva e discreta. O Peru e o Equador estavam em guerra. Ajudei muito na paz entre esses pases, mas nunca anunciei isso. Agora, com Hugo Chvez na Venezuela, criou-se outro polo de influncia. Tenho a impresso de que o Brasil prefere no se contrapor.  como se fssemos da mesma famlia. Sei que ele  meu primo, meu primo  meio canhoto, eu preferia que ele no fosse, mas  meu primo. O Brasil fica um pouco tolhido de tomar posies para no ser percebido como algum que saiu da famlia.

H analistas dizendo que a relao entre estado e mercado ser definida pelo que os Brics fizerem. O senhor concorda?
Ningum vai transformar a Europa numa China, ou vice-versa.  preciso entender que h diversidade na cultura, na forma de organizao poltica. A Rssia  uma plutocracia autocrtica. Isso no se aplica ao Brasil,  ndia nem  China. A China  um mandarinato ilustrado com responsabilidade popular. Na minha visita ao pas, fiquei bem impressionado com o debate na universidade. Eles esto voltando a falar em termos confucianos da virtude. O funcionrio pblico, o mandarim, deve ser competente, fazer concurso e ter a virtude de servir o pblico. Na Rssia, no tem isso. No Brasil, o estado sempre foi muito importante, continua sendo e sempre ser. H diferenas. Nos EUA, fala-se em universalizar a sade e eles entram em pnico. No Brasil, quem vai dizer que sade gratuita  medida socialista? No teremos um modelo s no mundo. Haver vrios. Os pases rabes, islmicos, no vo adotar comportamentos idnticos aos do Ocidente. Isso  iluso do ocidentalismo e seu poder militar, que vinha para impor a cultura. Isso no d mais. O desafio  como conviver com as diferenas.

O que seguir unindo o mundo? 
A noo de direitos humanos est voltando a ter peso. Sem perceber, estamos recriando a ideia de humanidade. Quando Hegel falava de humanidade, Marx dizia que, enquanto houvesse classe social, seria a classe. S quando todos fossem iguais, poderamos falar em humanidade. Agora, por causa da bomba atmica, do meio ambiente,  preciso pensar em humanidade. Gorbachev diz isso. Temos de pensar no conjunto, no que  universal e afeta a todos. Voltamos a ter de nos preocupar com os direitos que pertencem  humanidade. Temas como igualdade de homem e mulher, como tortura. O mundo ter de se organizar a partir de um ncleo de valores que afetem a humanidade, mas h que ter limite. No podemos usar isso para impedir manifestaes de diversidades culturais que so normais. Inclusive na poltica. O prprio mercado, hoje praticamente universal, sofre restries diferentes aqui e ali. Vai continuar sofrendo. Esse  o desafio para o sculo XXI.


4. LYA LUFT  O INSTINTO ANIMAL
     Alguns traduzem por instinto animal o que o economista ingls John Maynard Keynes na dcada de 30 descreveu como animal spirit, isto , esprito animal. A traduo do termo original no importa muito, importa o que significa, e significa vrias coisas: o gosto ou a capacidade pelo risco ao investir, por exemplo, quando se fala em empresrios e economia. Neste artigo tomo a expresso como nossa capacidade geral de sentir, pressentir algo, e agir conforme. Isso se refere no s a indivduos, mas a grupos, instituies estados, governos. Sendo intuio e audcia, ele melhora se misturado com alguma prudncia e sabedoria, para que o bolo no desande.
     No me parece muito apurado o esprito animal que, nas palavras de uma autoridade, declara que empregar 7% do PIB em educao (e 10% em mais alguns anos) vai quebrar o pas. Educao no quebra nada: s constri. Sendo bom esse instinto ou esprito, o fator educao ter de ser visto como o mais importante de todos. Aquele, slido e timo, sem o qual no h crescimento, no h economia saudvel, no h felicidade. Uso sem medo o terno felicidade, pois no me refiro a uma cmoda alienao e ignorncia dos problemas, mas ao mnimo de harmonia interna pessoal, e com o mundo que nos rodeia. No precisar ter angstias extremas com relao ao essencial para a nossa dignidade: moradia, alimentao, sade, trabalho. Como base para tudo isso, educao. Educao que pode consumir bem mais do que 7% do PIB sem quebrar coisa alguma, exceto a nossa misria nascida da ignorncia; nossas escolhas erradas nascidas da desinformao; nossa m qualidade de vida; e a falta de viso quanto quilo que temos direito de receber ou de conquistar, com a plena conscincia que nasce da educao.
     A verdadeira democracia s floresce no terreno da boa educao e tima informao de seu povo. Pois no ser governo de todos o comando dos poucos que estudaram bem, os informados, levando pela argola do nariz de bicho domesticado milhes e milhes de seres humanos cegos, aflitos ou alienados, que no sabem; e que, se quiserem boa educao desde as bases na infncia, correm o risco de ser acusados de querer quebrar o pas.
     Precisamos medir nossas palavras: cuidar do que dizemos, do que escrevemos, e tambm do que pensamos e no dizemos. Podem acusar quanto quiserem os empresrios, os louros de olhos azuis, as elites, os ricos, os intelectuais, no importa: mas no acusem de querer o mal da nao aqueles que batalham pela mera sobrevivncia ou por uma vida melhor, num oramento que tenha a educao como prioridade. Pois no  certo que da treva sempre nasce a luz: dela brotam como flores fatdicas o sofrimento, a misria, a subservincia. Na treva da ignorncia nasce o atraso, de suas razes se alimenta a pobreza em todos os sentidos, financeira, moral, intelectual. Uma educao bem cuidada e fomentada, com professores bem pagos, boas escolas desde a creche at a universidade, com orientao sadia e no ideolgica, mas realmente cultural, aberta ao mundo e no isolacionista, grande e no rasa, promove crescimento, nos insere no chamado concerto das naes, e nos torna respeitados  nos faz includos, consultados, procurados.
     Diro que continuo repetitiva com esse tema: sou, e serei, porque acredito nisso. Precisamos ter cuidados pelos que nos governam: se nas relaes pessoais amar  cuidar, na vida do pas cuidar  nutrir no s o corpo e fortalecer condies materiais de vida, mas iluminar a mente. Para que a gente possa ter esperanas fundamentadas, emprego digno, salrio compensador, morando e trabalhando num ambiente saudvel, aprendendo a administrar nossos ganhos, poucos ou abundantes. Para no estarmos entre os ltimos nas listas de povos mais ou menos educados e saudveis, mas plenamente inseridos no mundo civilizado.
     Parece utopia, aceito isso. Mas batalharei, com muitos outros, para que ela se transforme na nossa mais fundamental realidade: simples assim.
LYA LUFT  escritora.


5. LEITOR
LCOOL NA ADOLESCNCIA
A reportagem Vergonha nacional (11 de julho) mostrou o lado obscuro do consumo de bebida alcolica. Tenho 18 anos e desde os 15 vejo essas tristes cenas com alguns de meus colegas. As leis tm de ser mais severas para os menores, no somente em relao ao consumo de lcool, mas tambm no que diz respeito aos crimes.
ALYSON RIBEIRO
Maraca, SP

Sou professor e deparo com muitos casos de pais que oferecem bebidas alcolicas aos filhos como forma de recompensa. Se quem se julga responsvel pelo menor o incentiva a beber, no podemos esperar nada melhor nesse aspecto.
MIGUEL ADILSON DE OLIVEIRA JNIOR
Cruzeiro, SP

At quando o sofrimento e as tragdias causados pela bebida alcolica vo continuar assolando a nossa sociedade? Famlia e poder pblico precisam agir rpido e severamente.
TNIA ROSETE TAVARES VIEIRA
Manaus, AM

No adianta taparmos o sol com a peneira.  necessrio dizer que os responsveis pelas bebedeiras precoces dos filhos so, na maior parte das vezes, os pais.  muito triste essa realidade. Infelizmente, hoje a maioria dos pais diz no ter tempo para ficar com os filhos, mas no admite confessar tamanha incapacidade e negligncia na educao deles. Em algumas situaes, dizer no  uma formidvel prova de amor dos pais.
JOS OSCAR DA SILVA LOPES
Uberaba, MG

Meus amigos e eu, pais de filhos menores, respeitamos a lei, o que mostra que pelo menos alguns pais brasileiros se preocupam, e muito, com a questo mostrada na reportagem de VEJA.
RICARDO R.G. LEMOS 
Salvador, BA

Se temos algo a imitar dos Estados Unidos no  a proibio, mas a punio. Temos de ensinar nossos adolescentes a ter responsabilidade, exigindo que o menor de idade, bbado ou so, responda integralmente pelos seus atos.
CAMAL ZURBA 
Tubaro, SC

Depois de quarenta anos de trabalho, ganho 1700 reais de aposentadoria.  o mesmo valor que uma me d de mesada a um filho adolescente citado na reportagem, que usa o dinheiro para beber e farrear com os amigos no Rio de Janeiro. Neste pas de desnvel social vergonhoso, cada um usa o seu dinheiro como quiser. Mas desejo sinceramente que essa me abra os olhos enquanto  tempo. Ser me  ficar 24 horas de olhos abertos, dando educao e limites aos filhos, para que eles se tornem pessoas de bem.
MARIA APARECIDA ALVES RODRIGUES
So Paulo, SP

Estamos enxugando gelo, pois, enquanto recuperamos alguns jovens, outros milhares esto no caminho da autodestruio. At quando?
JOS ELIAS AIEX NETO
Mdico psiquiatra
Centro de Ateno Psicossocial lcool e Drogas Solidariedade
Foz do Iguau. PR

Congratulo VEJA por mais um servio de cidadania. O lcool mata, aleija, destri sem d nem piedade. Um risco imensurvel. Ele se aproveita, sem limites, da fragilidade de suas vtimas.
JOS MARIA CANCELLIERO
Piracicaba, SP

FEDERICO FRANCO
Excelente entrevista com o presidente do Paraguai, Federico Franco (Os generais foram fiis  ptria, 11 de julho). As palavras dele formam uma ilha de serenidade no mar de insensatez vindo dos pases vizinhos. O Paraguai fez a opo certa ao remover democraticamente o bufo Fernando Lugo do poder. Em vez de responder s ofensas gratuitas de Hugo Chvez e Cristina Kirchner, Franco ressalta seu compromisso com a normalidade democrtica e seus laos com o Brasil. Deu uma aula de viso poltica e integridade. J o Brasil perdeu mais uma grande chance de se destacar como liderana latino-americana e reconhecer o bvio: a legitimidade do processo poltico de um pas amigo e soberano. Que os paraguaios saibam que h inmeros brasileiros que discordam da forma como o governo brasileiro agiu nesse processo.
ROLAND BROOKS COOKE
Petrpolis, RJ

O presidente paraguaio destacou com lucidez a defesa da liberdade de expresso, a proteo ao presidente afastado e a diplomacia com os demais integrantes do Mercosul. Seu pensamento desenvolvimentista e agregador  um lampejo de esperana nessa regio do planeta to carente de lderes que mostrem algo mais do que discursos populistas e tendncias ditatoriais.
DANIL PLCIDO CAMILO JUNIOR
Braslia, DF

Infelizmente, a diplomacia brasileira est enveredando pelo caminho de aceitar as atitudes ditatoriais do ttere venezuelano.
CARLOS LUZIO AFFONSO
Belm, PA

Entrevista fantstica. Aliar-se a Hugo Chvez e Cristina Kirchner  um fracasso diplomtico. E os brasiguaios? Meio milho de brasileiros nada significam para o nosso governo? Ah, ia me esquecendo, eles no votam no Brasil. Braslia deve parar de formar fila com populistas ditadores que levam seu pas  bancarrota. Temos interesses enormes no Paraguai, desde Itaipu at a Ferroeste, no Paran, e a Ferro Noroeste, que ligar grandes zonas de produo agrcola no Brasil ao Pacfico. No deixemos ideologias mesquinhas sobrepujarem o bem de milhes de brasileiros.
ABELARDO LIMA
So Paulo, SP

CARTA AO LEITOR
Como o Brasil pode pleitear um lugar no Conselho de Segurana da ONU tendo uma diplomacia que pratica poltica partidria (A aliana para o atraso, 11 de julho)?
TELMA FARACO
Belm, PA

BOLVIA
O esquerdismo indigenista est acabando com a Bolvia (A Repblica da cocana, 11 de julho). Passei um perodo a trabalho em La Paz e vi isso ao vivo. A dupla Evo Morales e Garca Linera  formada por dois perfeitos idiotas latino-americanos que esto destruindo a economia da Bolvia ao espantar investimentos, estremecer a segurana jurdica e ceder a qualquer tipo de reivindicao dos indgenas. Perto da Bolvia, o Brasil  a Sua.
GERALDO CUNHA CARVALHO JR.
So Lus, MA

VALEC
Como  fcil enriquecer de forma ilcita no Brasil! Um dirigente de rgo pblico (a estatal Valec) constri, de forma espantosa e injustificvel, e em to pouco tempo, um patrimnio de 60 milhes de reais (Fora do trilho, 11 de julho). Mais inacreditvel ainda  que isso tenha acontecido sem despertar a ateno de rgos de fiscalizao da Unio como o Tribunal de Contas, a Corregedoria e o Ministrio Pblico. Jos Francisco das Neves, o Juquinha, passou todo o governo Lula trapaceando, e s em 2011 a presidente Dilma Rousseff o demitiu, por incompetncia. Ela nada viu antes?
ALBERTO DE SOUSA BEZERRIL.
Natal, RN

Corruptos travestidos de administradores pblicos e polticos, como o senhor Juquinha e o deputado federal Valdemar Costa Neto, acumulam fortunas desviando recursos que deveriam atender s necessidades mais elementares da populao brasileira. Lamentvel.
PROCRIO ELVCIO PEREIRA
Corup, SC

RENATA BUENO
Sobre a nota Traio em famlia (Holofote, 11 de julho), cabe-me, em respeito  opinio pblica, aos meus eleitores e  populao do Paran, em especial de Curitiba, esclarecer que no existe, e jamais existiu, problema algum dentro do PPS em relao  retirada de minha candidatura  prefeitura de Curitiba e  indicao de meu pai, o deputado federal Rubens Bueno, para concorrer como vice na chapa do prefeito Luciano Ducci (PSB). No  possvel, portanto, falar em traio em torno de uma deciso amplamente discutida e aprovada em conveno pelos dirigentes do PPS do Paran. Tambm no procede a informao de que no subirei no palanque. Os fatos, por si ss, desfazem qualquer dvida. Foi meu pai, Rubens Bueno, quem me ensinou desde pequena a boa prtica da poltica, e a partir de ento sempre seguimos a mesma direo.
RENATA BUENO
Vereadora (PPS-PR)
Curitiba, PR

BSON DE HIGGS
A partcula Higgs, descoberta recentemente,  responsvel pela modulao da energia necessria ao movimento. Abre-se a perspectiva da libertao do lastro que a massa nos impe. Assim, essa descoberta tem a mesma importncia para o homem que a inveno da roda, h milnios. A roda permitiu que nos deslocssemos a largas distncias no planeta em velocidade inacreditvel para os antigos. O que temos diante de ns agora  a possibilidade de fazer o mesmo no universo (Encaixou-se perfeitamente, 11 de julho).
ALOSIO SVAITER
Rio de Janeiro, RJ

O fsico ingls Peter Higgs, na minha modesta opinio, deveria ser agraciado com o Prmio Nobel de Fsica j no prximo ano.
GILBERTO BARACAT JNIOR
Araatuba, SP

CORINTHIANS
Fui s lgrimas com a entrevista do senhor Moyss Jos Ferreira, de 102 anos (Oitenta anos de espera, Conversa, 11 de julho). Um ex-combatente da Revoluo de 32  que jamais desistiu de ver seu time campeo da Libertadores da Amrica? S entende quem faz parte de uma nao com mais de 30 milhes de loucos apaixonados.
MNICA DE ARAUJO
So Paulo, SP

CLUDIA ABREU
Brilhante o papel da atriz Cludia Abreu na novela Cheias de Charme (A metamorfose da brabuleta, 11 de julho). Acompanho a novela e j comentava com a minha me que, em certos momentos, eu esqueo que  Cludia Abreu, atriz de diversas novelas e seriados, quem interpreta a caricata cantora Chayene, ora parecida com Elba Ramalho, ora parecida com Joelma, mas totalmente autntica. Voa, voa, voa, brabuleta!  chegada a hora! Dou muita risada dos dilogos dela com a curica Socorro.
ANELIZE AMORIM
Aracaju, SE

VEJA
Dcadas atrs, quando a Abril planejava o lanamento de VEJA, eu, como diretor da Reckitt, planejava o lanamento de Veja  produto de limpeza domstica. Por sorte, um jovem gerente de produtos se transferia de uma firma para outra e descobriu a coincidncia. Esse jovem era Jos Roberto Whitaker Penteado, atualmente diretor-presidente da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Em um almoo com o editor Roberto Civita, ficou decidido que eu adiaria meu lanamento por dois meses  o que foi feito. Hoje, ambas as Vejas so bvio sucesso. Agora, com 77 anos de idade, estou lanando, sem grandes pretenses literrias, o livro Humor na Terceira Idade  Um compndio de Risos.
HUGH THOMAS
Londrina, PR

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
DILMA
Uma coisa que no pode faltar na casa de toda mulher: um bom e amplo espelho. Com Dilma no  diferente. A Presidncia abriu licitao para substituir os velhos e trincados espelhos do Palcio da Alvorada. O custo: cerca de 30.700 reais por 100 metros quadrados de espelho. www.veja.com/radar 

DE NOVA YORK
CAIO BLINDER
COREIA DO NORTE
Precisamos estar solidrios com o Reino Mgico da Disney caso ele declare guerra contra o Reino Eremita, tambm conhecido como a ditadura norte-coreana. Kim Jong-un acaba de sequestrar Mickey, Minnie e outros personagens. www.veja.com/denovayork

NOVA TEMPORADA
FERNANDA FURQUIM
SPARTACUS
A temporada que encerra a srie Spartacus tem estreia prevista nos EUA para janeiro de 2013, com dez episdios. www.veja.com/temporada

ESPELHO MEU
LUCIA MANDEL
TRATAMENTO
 importante tratar o herpes-zster para abreviar a durao da crise, controlar a dor e diminuir o processo inflamatrio. Alm do tratamento antiviral,  preciso tomar analgsicos potentes. www.veja.com/espelhomeu

SOBRE IMAGENS
ATGET, O PAI DA FOTOGRAFIA MODERNA
O Museu Carnavalet de Paris exibe uma grande retrospectiva com 230 fotografias de Eugne Atget realizadas entre 1898 e 1927. Atget (1857-1927)  considerado o pai da fotografia moderna. Ele influenciou o surrealismo e dezenas de fotgrafos, como Walker Evans, Lee Friedlander, Berenice Abbott, Brassa e Henri Cartier-Bresson. O fotgrafo e artista plstico Man Ray era seu amigo e o ajudava  financeiramente  comprando e publicando suas fotos. Ray foi um dos primeiros a reconhecer a influncia que Atget exercia sobre a primeira gerao de surrealistas. www.veja.com/sobreimagens

SOBRE PALAVRAS
DO PILAR AO PELOURINHO
Antes de ser nome prprio, pelourinho era um substantivo comum com o sentido de coluna de pedra ou de madeira, colocada em praa ou lugar central e pblico, onde eram exibidos e castigados os criminosos (Houaiss). A palavra  assim como a coisa que designa  existe em portugus desde 1550, vinda provavelmente do francs pilori, um vocbulo do sculo XII oriundo do latim. O pelourinho foi usado por sculos para humilhar e castigar condenados em geral, mas na histria do Brasil acabou ligado de forma indissolvel ao castigo de escravos. www.veja.com/sobrepalavras

VEJA NAS OLIMPADAS
AS MULHERES DA ARBIA SAUDITA
O Comit Olmpico Internacional (COI) anunciou, na semana passada, que pela primeira vez nos 116 anos dos Jogos Olmpicos a Arbia Saudita ter mulheres entre seus representantes. O comit olmpico saudita confirmou a participao de Sarah Attar nos 800 metros e Wodjan Ali Seraj Abdulrahim Shahrkhani no jud. O anncio no deixa de ser um alvio para o prprio COI, que se via pressionado por movimentos de defesa dos direitos humanos a adotar sanes contra a Arbia Saudita. A Carta Olmpica, documento que estabelece os princpios e valores dos Jogos, condena expressamente qualquer discriminao de gnero. Catar e Brunei, os outros dois nicos pases que nunca haviam enviado mulheres  competio, tambm anunciaram que tero representantes femininas em Londres 2012.
www.veja.com/ompiadas

Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  IMUNOBIOLGICOS: MIRANDO DIRETAMENTE NO ALVO
Terapias com esse tipo de droga vm revolucionando tratamentos como os de cncer e de doenas reumatolgicas.

     As drogas imunobiolgicas so vacinas ou anticorpos humanos ou animais, modificados em laboratrio, que agem sobre determinadas protenas, eliminando ou impedindo o crescimento de clulas anormais. O leque desses medicamentos tem aumentado a cada ano, trazendo importantes avanos no tratamento de alguns tipos de cncer e de doenas reumatolgicas.
     Em oncologia, os imunobiolgicos fazem parte das chamadas terapias-alvo que, ao contrrio de tratamentos como a quimioterapia, atacam ou estimulam as clulas da imunidade a atacar, as clulas malignas, poupando as sadias, aumentando, assim, a eficcia e diminuindo os efeitos colaterais. Nessa classe de medicaes, existem hoje vacinas contra o vrus HPV para prevenir cncer de colo do tero e contra os vrus de hepatites, evitando o cncer heptico.
     Avanos revolucionrios foram obtidos com rituximab, usado em diversos linfomas que expressam a protena CD2O, e o trastuzumab, que alveja a protena Her2, excessiva em 20% dos casos de cncer de mama. Exemplos modernos incluem o ipilimumab, droga que vem sendo usada com sucesso no tratamento de melanoma, e o TDM-1, medicamento ainda no disponvel comercialmente que combina trastuzumab com entansina, uma toxina encarregada de matar apenas as clulas malignas e que  carregada para dentro da clula pelo trastuzumab.
     As drogas biolgicas tambm introduziram uma nova era no tratamento de doenas reumatolgicas autoimunes, com destaque para a artrite reumatoide, enfermidade inflamatria crnica que afeta 1% da populao. At o incio dos anos 2000, a grande evoluo foi o metotrexato, uma droga imunossupressora, a primeira a agir na evoluo da doena e no apenas na inflamao. Mas metade dos pacientes no responde a esse tratamento.  para estes que os imunobiolgicos trouxeram a boa nova. Um dos primeiros foi um bloqueador da protena TNF alfa, que apresenta resultados positivos em 50% dos casos que no respondem ao metotrexato. Depois, surgiram outros, e o arsenal segue crescendo.
     Hoje,  nfimo o nmero de pacientes com artrite reumatoide que no responde a nenhum tratamento. Alm disso, as terapias disponveis permitem a remisso da doena. Bem mais caros, os biolgicos no so mais ou menos eficientes que as drogas tradicionais, que seguem como primeira opo de tratamento, mas so excelentes alternativas para os pacientes que no responderam a esses medicamentos.

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